sábado, 5 de fevereiro de 2011

DESVENDANDO OS SEGREDOS DA MAÇONARIA - PARTE FINAL




REVELANDO OS SEGREDOS

Como vimos nos posts anteriores, a Ordem dos Illuminati nada tem a ver com a Maçonaria, visto que aquela foi criada pelo ex-maçom Weinshaupt, através de uma mescla de ensinamentos maçônicos e ritos esotéricos, supostamente com o objetivo de acabar com as identidades nacionais, destronar os monarcas e estabelecer uma Nova Ordem Mundial – uma espécie de governo global dominado por meia dúzia de mentes brilhantes. Ressalte-se também que a maioria das teorias conspiratória são de cunho católico, já que a Igreja é a maior, e talvez, única interessada em acabar com as sociedades secretas, uma vez que o Vaticano jamais conseguiu manipular essas organizações secretas nem tomar posse de seus conhecimentos. Contudo, a Maçonaria não é a única instituição a guardar segredos, pois, enquanto nenhum de seus segredos constrangeu e aterrorizou o mundo até os dias de hoje, o Vaticano ainda insiste em acobertar os casos de pedofilia envolvendo boa parte de seus sacerdotes, entre outros escândalos em que a Santa Sé se vê vez por outra envolvida.

A Igreja Católica foi a mais absoluta mestra em torturas de todos os tempos

Enquanto a Maçonaria se manteve silente, protegida por suas pedras simbólicas, assegurando a vida de seus membros contra a tirania da Igreja de Roma, esta perseguiu, humilhou, incendiou, enforcou, decapitou, enfim, assassinou milhares de seus fieis simplesmente porque não corresponderam aos mais profanos desejos do alto clero da Igreja Católica, que, ao contrário da Maçonaria, silenciou quando mandou a adolescente Joana D’Arc para a fogueira, canonizando-a séculos depois. O mesmo fez quando milhões de judeus foram exterminados nos campos de concentração durante a Segunda Grande Guerra, e continua fazendo até os dias atuais, pregando a Igreja Primitiva supostamente iniciada pelo apóstolo Pedro, cuja doutrina nem seus clérigos obedecem.
 

A diabólica inquisição da Igreja
Finalizando o estudo sobre a Maçonaria, podemos afirmar que nada há de aterrador dentro da maçonaria, nem diabólico, muito menos ilícito. O segredo maçônico é de natureza única, mística e individual, de maneira que não pode jamais ser violado ou traído. Só pode ser realizado por aquele maçom que o busca para usá-lo construtivamente, com sinceridade e fervor, absoluta lealdade, firmeza e perseverança no estudo e na prática da Arte Sagrada. A Maçonaria só se revela efetivamente a seus verdadeiros adeptos, aos que a ela se doam plenamente, sem reservas mentais, para se tornarem Obreiros Iluminados da Inteligência Construtora do Universo. E isso só é conseguido pelo maçom através de provas que constituem os meios pelos quais torna-se evidente o potencial espiritual que dorme em estado latente na sua vida rotineira, as provas simbólicas iniciais e as posteriores do desanimo e da decepção, dadas as muitas faculdades ocultas existentes no ser humano, cujas podem ser despertadas através de práticas. Aquele que não vencer essas provas nunca conhecerá o que a Ordem oculta, deixando de conhecer seu propósito real e a força espiritual inerente ao ânimo da maçonaria. Somente quem permanece nela por longos anos, com fé perfeita e inalterada, esforçando-se em tornar-se verdadeiro maçom, ela revelará o seu tesouro oculto.

De acordo com o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, Maçonaria é a “sociedade parcialmente secreta, cujo objetivo principal é desenvolver o princípio de fraternidade e da filantropia; associação de pedreiros livres, franco-maçonaria”. Trata-se, portanto, de uma sociedade iniciática, exclusiva para homens crentes em Deus, cujo objetivo consiste unicamente em ajudá-los e dar-lhes acesso à Iniciação e aos conhecimentos que, mais do que nunca, o homem tem necessidade para continuar a edificação do seu “Templo interior”, para, a partir do conhecimento do seu “Eu” oculto, continuar a edificação de seu “Templo exterior” e preparar o advento de uma sociedade mais humana e mais esclarecida.
Venerável Mestre Maçom

A Maçonaria estimula a prática de sentimentos nobres, como gentileza, honestidade, decência, amabilidade, honradez, compreensão, afeto e fraternidade. Todos os homens são membros da Grande Fraternidade Humana, sendo, por essa razão, todos irmãos. Alguns dos princípios em que fundamentam a busca do progresso e da autorrealização do maçom são amor fraterno (o maçom deve mostrar o mais profundo respeito e tolerância pela opinião dos demais); ajuda e consolo, não só entre os maçons, mas com todos os seres humanos; verdade (princípio norteador da vida do maçom). O sistema de aprendizado do maçom fundamenta-se na busca do aprimoramento pessoal, por meio de estudos em prol de uma sociedade melhor e mais feliz, além de calcado na busca da perfeição, tornando-se um homem melhor. Para ser maçom, primeiramente é preciso ter a vontade certa de querer ingressar na Ordem, crer em Deus, ser homem livre e de bons costumes, e, finalmente, ser convidado. Feito e aceito o convite, o postulante deverá apresentar à Loja respectiva, documentos pessoais, como RG, CPF, comprovante de residência, fotografias, etc., e aguardar contato para agendamento da sua entrevista, para, enfim, ter seu ingresso a maçonaria franqueado. A partir daí, sua vida será investigada, cabendo à loja aprová-lo ou não para a iniciação.

E o segredo? Existe? E qual é ele? Que mistérios esconde a maçonaria? No contexto atual, a Maçonaria não é uma sociedade SECRETA, e sim uma sociedade DISCRETA, já que se trata de ação reservada e que interessa exclusivamente àqueles que dela participam. A Maçonaria Universal conserva como princípio e tradição a sua maçonaria própria de agir, o uso de iniciação ritualística, a simbologia universal de suas práticas espiritualistas, seus estudos e o caráter de organização restrita a seus membros. A Maçonaria não combate qualquer religião, como já foi dito, mas também não aceita a bruxaria, o fanatismo e a superstição. Ela foi a única organização a dar proteção ao povo oprimido pela Igreja, e desde a sua origem proclama a existência de um Princípio Criador, DEUS – o Grande Arquiteto do Universo. É espiritualista, acredita na imortalidade da alma e condena a discussão sectária de natureza política ou religiosa. Buscando a união da espécie humana pelos laços do amor fraternal, cumpre a lei básica de qualquer credo religioso válido, que é o primeiro mandamento da Lei de Deus, consistindo no amor ao Criador sobre todas as coisas, e amar ao próximo como a ti mesmo (Lv, 19:18 e Mt, 22:39).


Ao ingressar na maçonaria, o afiliado estudará os graus e a hierarquia da Ordem, conhecendo a sua filosofia e o seu simbolismo, tornando-se um maçom. Na medida em que o conhecimento obtido começa a operar sob o comando do afiliado, o poder recém-adquirido se faz sentido através da prática, dando-lhe a certeza de que está no caminho certo. O maçom elabora trabalhos regulares, relatando o seu aprendizado, que, após analisados pela Grande Secretaria Geral, poderão ser publicados juntamente com os “pergaminhos oficiais” (livretos). Cada lição leva em consideração a necessidade do desenvolvimento da consciência de cada indivíduo, procurando despertar as suas faculdades latentes, seu potencial e desenvolver seus poderes pessoais, gradativamente, à medida que o afiliado vai se elevando nos estudos dos Graus da Maçonaria Universal, e adquirindo o Conhecimento Secreto. Durante o seu período de estudos e de acordo com o grau em que esteja, o maçom iniciado é instruído em sua Loja quanto aos tradicionais sinais, toques e palavras de reconhecimento que permitem a sua identificação como membro da Ordem. Os membros ativos de uma loja maçônica, em caso de necessidade, fazem um sinal, e logo serão reconhecidos e acolhidos por outros irmãos, onde quer que estejam.


 Entre as muitas obrigações dos maçons, estão: crer em Deus e na imortalidade da alma (vida eterna); nenhum maçom deve revelar segredos de outro, que possam privá-lo de sua vida e propriedade; o Estado deve ser laico, ou seja, qualquer homem pode ser maçom; um irmão viajante em visita deve receber auxílio material imediato, emprego por dois meses e se indicará a próxima Loja para onde deverá ir; o maçom jamais manterá qualquer tipo de contato sexual ilícito com a mulher, a mãe, a filha ou a irmã de outro homem; deve manter um elevado padrão de dignidade, honradez e moralidade; é terminantemente proibido fazer proselitismo de qualquer religião em detrimento de outra numa Loja aberta. Diferentemente das religiões que, além de um Ser Supremo, acredita em seu oposto, um tentador, a Maçonaria crê num único Deus, não existindo, para os maçons, uma divindade do mal (ou diabo), sendo comprovadamente, por isso, a única associação verdadeiramente monoteísta em todo o mundo. Pela filosofia maçônica, a religião é fruto de falhas morais derivadas da má utilização do livre arbítrio que nos foi dado por Deus.

Durante o grau de Aprendiz, discute-se a cobertura da Loja, e são proferidas as seguintes palavras: “A cobertura de uma loja é um dossel com nuvens ou o céu coberto de estrelas, no qual todos os bons maçons esperam chegar no fim...” Esse texto representa a resposta do Administrador Sênior a uma pergunta feita pelo Mestre Venerável na 3ª seção do ritual do grau Aprendiz.

Uma porção do ritual Mestre Maçom lida com os Três Degraus. As seguintes palavras são proferidas:
"Como Companheiros, devemos aplicar nosso conhecimento ao cumprimento de nossos respectivos deveres a Deus, ao nosso próximo, e a nós mesmos; para que, no tempo devido, como Mestres Maçons, possamos desfrutar as bem-aventuradas reflexões decorrentes de uma vida bem-vivida e morrer na esperança de uma gloriosa imortalidade".

O Mestre Venerável faz uma oração durante o ritual do grau Mestre Maçom na parte conhecida como Lenda do Terceiro Grau; essa oração é feita imediatamente antes de Hirão-Abi ser ressuscitado dos mortos. Ei-la, em síntese: "Assim, Senhor! Tenha compaixão dos filhos da tua criação; conforta-os nos dias de adversidade, e salva-os com uma eterna salvação. Amém".

No encerramento da lenda do Terceiro Grau, o Administrador Sênior diz:
"Finalmente, meus irmãos, imitemos nosso Grande Mestre, Hirão-Abi, em sua virtuosa conduta, sua genuína piedade a Deus, e sua inflexível fidelidade ao que lhe estava confiado; para que, como ele, possamos dar as boas-vindas ao severo tirano, a Morte, e recebê-la como um gentil mensageiro do nosso Supremo Grande Mestre, para nos transportar desta imperfeita para a toda perfeita, gloriosa e celestial Loja lá em cima, que o Supremo Arquiteto do Universo preside".

Através de vários símbolos, ensina a maçonaria uma doutrina de "salvação por obras". O candidato maçônico é repetidamente informado de que Deus será gracioso e recompensará aqueles que edificarem o seu caráter e fizerem boas obras.  Em todos os rituais a maçonaria mostra como alcançar o céu. Ensinam isto mediante o uso do avental de "aprendiz" que traduz pureza, vida e conduta. O Landmark nº 20 declara que de cada maçom "é exigida a crença em uma vida futura". A imortalidade da alma é uma das doutrinas mais importantes da confraria.

Os ritos da maçonaria remontam a época da maçonaria operativa, quando os maçons eram mestres construtores que tinham por finalidade construir principalmente as igrejas e lugares de adoração. Muitos dos rituais, hoje agregados à Ordem, foram herdados dos Templários, outros do judaísmo, como a Cabala, e outros elementos foram adicionados por membros do clero e da nobreza. Denomina-se rito maçônico, o conjunto sistemático de cerimônias e ensinamentos maçônicos, que variam de acordo com o período histórico, conotação, objetivo e temática dada pelo seu criador. Estima-se que ao longo da historia tenham existido 140 ritos diferentes, muitos deles já extintos, perdidos nas areias do tempo. Hoje, os mais difundidos são:

Rito de York – criado por volta de 1743, foi levado a Inglaterra em 1777, e era composto de três graus simbólicos mais um filosófico (o Royal Arch – o Santo Arco Real), e hoje possui 33 graus. Ele segue estritamente as práticas inglesas, de um modo particular, observando-se as cerimônias tradicionais que recebem o nome geral de Emulation Working (trabalhos de Emulação – sentimento que nos estimula superar algo, a sermos perfeitos).

Rito Escocês Antigo e Aceito – derivado do rito de Hedron, é composto de 33 graus, sendo hoje o rito mais difundido nos países latinos. Sua origem está diretamente ligada as Cruzadas, e cada iniciação evoca a lembrança de uma religião, de uma escola ou de alguma instituição da antiguidade. Em primeiro lugar estão as doutrinas judaicas, seguidas dos ensinamentos baseados no cristianismo e representados, sobretudo, pelos rosacruzes – audazes naturalistas que foram os pais do método de observação e procura da verdade, de onde saiu a ciência moderna. Os 33 Graus da Maçonaria (segundo o Rito Escocês, o mesmo que domina a maçonaria inglesa, francesa e latino-americana, aonde está incluída a brasileira):
  1. APRENDIZ
  2. COMPANHEIRO
  3. MESTRE
  4. MESTRE SECRETO
  5. MESTRE PERFEITO
  6. SECRETÁRIO ÍNTIMO
  7. INTENDENTE DOS EDIFÍCIOS
  8. MESTRE EM ISRAEL
  9. ELEITO DOS NOVE
  10. ILUSTRE ELEITO DOS QUINZE
  11. SUBLIME CAVALHEIRO ELEITO
  12. GRÃO MESTRE ARQUITETO
  13. REAL ARCO
  14. GRANDE ELEITO
  15. CAVALEIRO DO ORIENTE
  16. GRANDE CONSELHO (PRÍNCIPE DE JERUSALÉM)
  17. CAVALHEIRO DO ORIENTE E DO OCIDENTE
  18. SOBERANO PRÍNCIPE ROSA-CRUZ
  19. GRANDE PONTÍFICE
  20. VENERÁVEL GRÃO MESTRE
  21. CAVALEIRO PRUSSIANO OU NOAQUITA
  22. CAVALEIRO REAL MACHADO, OU PRÍNCIPE DO LÍBANO
  23. CHEFE DO TABERNÁCULO
  24. PRÍNCIPE DO TABERNÁCULO
  25. CAVALEIRO DA SERPENTE DE BRONZE
  26. ESCOCÊS TRINITÁRIO OU PRÍNCIPE DE MERCY
  27. GRANDE COMENDADOR DO TEMPLO
  28. CAVALEIRO DO SOL OU SUBLIME ELEITO DA VERDADE
  29. GRANDE ESCOCÊS DE SANTO ANDRÉ DA ESCÓCIA, OU GRÃO MESTRE DA LUZ
  30. GRANDE INQUISITOR, CAVALEIRO KADOSH, OU CAVALEIRO DA ÁGUIA BRANCA E NEGRA
  31. GRANDE JUIZ COMENDADOR OU INSPETOR COMENDADOR
  32. SUBLIME PRÍNCIPE DO REAL SEGREDO
  33. SOBERANO GRANDE INSPETOR-GERAL.
Nos três primeiros graus, nos quais a Enciclopédia Maçônica esta fundada a própria Maçonaria, tendo neles o seu germe e núcleo, exclui totalmente a pessoa de Cristo. O Ritual de iniciação na Maçonaria: " ENTRA-SE PARA UMA DESSAS LOJAS MEDIANTE UM RITO DE INICIAÇÃO, LOJA ESSA QUE POSSUI, NO MÍNIMO, SETE MEMBROS: O VENERÁVEL MESTRE, DOIS VIGILANTES, O ORADOR, O SECRETÁRIO, O COMPANHEIRO E O APRENDIZ. O NOVIÇO, PARA TORNA-SE APRENDIZ, TEM DE SUBMETER-SE A CERTAS PROVAS E MEDITAÇÕES, ALÉM DE RESPONDER A CERTAS PERGUNTAS E REDIGIR UM TESTAMENTO. DEPOIS, DE OLHOS VENDADOS, É ADMITIDO NO TEMPLO; PRESTA JURAMENTO, RECEBE O AVENTAL E UM PAR DE LUVAS. UM ANO DEPOIS, PODE ASPIRAR A SER ELEITO COMPANHEIRO, DEPOIS O DE MESTRE, ASSIM EM DIANTE." (livro: ‘O QUE É A MAÇONARIA’ Pg. 21)

Toda reunião da Maçonaria começa e termina com oração, só que nenhuma oração pode ser feita em nome de Jesus Cristo, e até as leituras bíblicas são feitas sem mencionar o nome de Cristo, para não melindrar membros de outras religiões não cristãs.

Rito Francês ou Moderno – criado em 1774, com a nomeação de uma comissão para reduzir o número de graus, embora criado nos moldes racionais, seguia a orientação dos demais, em matéria doutrinária e filosófica, baseada, entretanto, na primitiva Constituição de Anderson.


Rito Schröder – criado por Frederick Louis Schröder, em 1766, na Alemanha, com a idéia de a Maçonaria conter apenas as suas características fundamentais iniciais, sem nenhum acréscimo, foi aprovado pela Assembleia dos Veneráveis Mestres da Grande Loja de Hamburgo, e praticado por alemães e seus descendentes em diversos países, inclusive no Brasil. (http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7659020960692291527)


Giuseppe Garibaldi
Rito de Memphis-Misraim – fundado por Giuseppe Garibaldi, em 1881, da fusão dos ritos de Memphis – criado em Montauban, sob a direção de Samuel Honis e Marconis de Negre e introduzido em Marselha (França) em 1838 – e Misraim, nascido em Veneza, em 1788, e difundido em Milão, Gênova e Nápoles, seguidos da França, o rito Memphis-Misraim se dedica ao estudo do simbolismo esotérico da maçonaria, gnose, cabala e o hermetismo e o ocultismo. Perpetua sua tradição na fidelidade aos princípios de liberdade democrática e das ciências iniciáticas.



Rito Brasileiro – sua criação data, oficialmente, de 23 de dezembro de 1944, através do Decreto nº 500 do Soberano Grão-Mestre Lauro Sodré, foi difundido em todos os países. Solidamente constituído, hoje é praticado por mais de 150 Oficinas Simbólicas distribuídas por quase todas as unidades da Federação.



Rito Adonhiramita – criado pelo Barão de Tschoudy, em Paris, no ano de 1766, possui caráter místico e cerimonial. Originou-se em Recife, em 1878, e atualmente só existe no Brasil. É o rito mais complexo e de maior riqueza cênica até nas sessões mais simples, quando nenhuma das práticas próprias do rito é omitida. Em 1976, Lauro Sodré deu ao rito o caráter de regular, legítimo e legal, tendo sido um dos primeiros ritos a ser introduzidos no Brasil.

Além destes, existem outros ritos maçônicos, como por exemplo, Rito do Anel Luminoso, dos Cavaleiros do Oriente, dos Arquitetos da África, de Heredom, Platônico e Rito Eclético Lusitano, elaborado em 1838 e incorporado ao rito Francês, 23 anos depois.
Os símbolos maçônicos mais conhecidos são:


O ESQUADRO E O COMPASSO


O compasso e o esquadro reunidos tem sido mais antiga bem como a mais comum representação da Instituição Maçônica. Tanto se apresentou este símbolo compasso-esquadro, que ele é prontamente reconhecido, até mesmo pelos profanos (pessoas não iniciadas na Maçonaria). É o sinal distintivo do Venerável Mestre (Presidente da Loja) uma vez que esotericamente representa a "Justa Medida", que significa, em última análise, a Retidão. Faz lembrar aos maçons em geral e a cada instante que todas as suas ações deverão ser plantadas com serenidade, bom senso e espírito de justiça. Faz recordar o compromisso solene assumido pelo iniciado, de sempre agir dentro de uma escola de perfeita honestidade e retidão. O Compasso é considerado um símbolo da espiritualidade e do conhecimento humano. Sendo visto como símbolo da espiritualidade, sua posição sobre o Livro da Lei varia conforme o Grau. No Grau de Aprendiz, ele está embaixo do esquadro, indicando que existe, por enquanto, a predominância da matéria sobre o espírito. A abertura indica o nível do conhecimento humano, sendo esta limitada ao máximo de 90º, isto é ¼ do conhecimento. A sua simbologia ainda é muito mais variada, podendo ser entendido como símbolo da justiça, com a qual devam ser medidos os atos humanos. simboliza a exatidão da pesquisa e ainda pode ser visto como símbolo da imparcialidade e infalibilidade do Todo-Poderoso. O Esquadro, ao contrário do Compasso, representa a matéria; por isso é que, em Loja de Aprendiz, ele se apresenta sobre o Compasso. Predominância da Matéria sobre o espírito.
A letra “G” é o símbolo de Deus, o Divino Geômetra. Uma das razoes de ser tomada como símbolo sagrado da Divindade, é que, com ela, a palavra Deus, se inicia em vários idiomas. GAS, em Siríaco; GADA, em persa; GUD, em sueco; GOTT, em alemão; GOD, em inglês, etc.




A TROLHA


A trolha ou colher de pedreiro trata-se de uma espécie de pá achatada com a qual os pedreiros assentam e alisam a argamassa. Sendo um instrumento neutro, deve ser visto como um símbolo da tolerância com que o maçom deve aceitar as possíveis falhas e defeitos dos demais irmãos. Pode ser vista, também, como um símbolo do amor fraternal que será, então, o único cimento que uniria toda a Maçonaria. Desta forma, passar a trolha significa perdoar, desculpar, esquecer as diferenças. Entendida desta forma, pode ser vista como símbolo da paz que deve reinar entre os irmãos.




A PEDRA BRUTA simboliza a inteligência do aprendiz maçom, ainda rude, porque com os vestígios do Mundo Profano, está apenas iniciando sua aprendizagem nos Mistérios da Maçonaria. As arestas desta Pedra Bruta, cabe ao aprendiz desbastar disciplinando, educando instruindo sua personalidade, objetivando vencer suas paixões e subordinar sua vontade à prática do bem. Assim a tarefa principal do Aprendiz consiste em trabalhar e estudar para adquirir o conhecimento do simbolismo do seu grau e a sua interpretação filosófica.



O MALHO E O CINZEL. Estas duas ferramentas servem para desbastar a pedra bruta. A primeira representa nossas resoluções espirituais: é o cinzel de aço que se aplica sobre a pedra com a mão esquerda (lado passivo), e corresponde à receptividade, ao discernimento especulativo. A segunda é a vontade executiva, o malho, insígnia do mando, vibrado com a mão direita (lado ativo), relacionada com a energia atuante e a determinação moral de onde emana a realização prática.





A PEDRA CÚBICA


Havendo o Aprendiz trabalhado na Pedra Bruta com o Malho e o Cinzel, transformando-a num cubo imperfeito, caber ao Companheiro (Grau 2), polir este cubo com o auxílio do esquadro, do Nível e do Prumo, tornando-a finalmente em pedra cúbica. Desbastadas as rudes arestas da personalidade, ainda como Aprendiz, cabe agora, ao Companheiro disciplinar suas ações através do conhecimento adquirido realizando contornos e nuances delicadas em seus psiquismos, fazendo então, do seu "eu", um cubo perfeito, a pedra polida que assim estará apta a ser utilizada na construção do edifico do Templo, isto é, a humanidade Perfeita.

 

O MALHETE






É o instrumento de trabalho do Venerável Mestre e dos Vigilantes (na hierarquia os dois cargos logo abaixo do Venerável Mestre e que juntamente com ele dirige os trabalhos da loja). Nada mais é que uma espécie de malho, e como tal é símbolo da vontade, da força, do trabalho e da determinação. Um aspecto fundamental na utilização deste instrumento é o do discernimento e lógica que devem conduzir a vontade. Utilizando ao caso, com força apenas, ele passará a ser um instrumento de destruição, incompatível com a Maçonaria.





ESTRELA DE CINCO PONTAS
 

Colocada no Oriente da Loja, na parede acima da cabeça do Venerável, chama-se estrela do Oriente ou da Iniciação. Simboliza o homem perfeito, Deus manifestando-se plenamente no homem, o Iniciado. O Homem é um quintuplo ser: físico, emocional, mental, intuicional, e espiritual.





 ESTRELA FLAMÍGERA


A pentagonal que antigamente tinha raios ou pontas ondulantes, tal qual ainda aparece em Obediências inglesas e americanas é o emblema indicidual do Companheirismo. O astro que ilu
mina a Loja de Companheiros, onde figura no Oriente acima do Venerável ou no Ocidente entre as duas colunas ou ainda acima do pedestal do Segundo Vigilante, a sudoeste, segundo o Rito Escocês.

 
FOGO
 

O mais sutil, ativo e puro dos quatro elementos terráqueos (terra, ar, agua e fogo) é o princípio animador, masculino em oposição à água, e fonte de energia. Nas Lojas Maçônicas mantém-se aceso sob a Estrela Flamígera, onde o Primeiro Diácono leva a luz aos seus Irmãos. 
O fogo sagrado jamais deverá ser soprado, para não ser poluído pelo hálito humano, segundo a antiga tradição persa.




ACÀCIA  
Árvore de muitas espécies, disseminada no Egito, Arábia e Palestina. A Acácia era a árvore que fornecia sua madeira aos povos hebreus, a sagrada e aromática madeira Shittim ou Sitim ( Êxodo 30;24 e Ese 27;220. Foi muito empregada na construção do Tabernáculo. Planta consagrada nas cerimônias, Graus e Espírito da maçonaria, como símbolo da inocência, iniciação e imortalidade da alma. Na lenda do 3º grau, o ramo de acâcia indica o lugar onde os tres companheiros homicidas haviam ocultado o corpo doe Mestre Hram, por eles assassinado no Templo de Salomão. Símbolo de imortalidade nos emblemas maçônicos . O famoso Diploma da Acácia é conferido ao maçom assíduo.


AVENTAL
 
È a peça mais importante na Maçonaria. Distintivo indispensável do trabalho. É o único que dá ao maçom o direito de entrar nos Templos e participar das reuniões. Sua forma e cores variam de acordo com os graus e Ritos, mas seu significado místico é o mesmo. O Avental Branco, sem adornos, do 1º grau, indica a pureza da alma, que se supõe tê-la alcançado neste grau.
O azul celeste está associado com a dedicação espiritual. Nos graus 1 e 2 não aparecem nenhum metal, pois o maçom esteve, teoricamente, se despindo de todos os metais e transmutando-os em riquezas espirituais
Azul: Cor da Safira que simboliza a piedade, o equilibrio, a lealdade e a sabedoria. Cor que figura nos graus 3, 4 e 14 do Rito Escocês Antigo e Aceito. É a cor celeste que caracteriza as Lojas Simbólicas e os maçons dos três primeiros graus.
 
COLUNAS

Na Maçonaria usamos as Colunas de origem grega, a Jônica que corresponde ao Venerável Mestre da Loja a qual significa sabedoria. A Dórica que corresponde ao Primeiro Vigilante e que representa a força. Por último, a Coríntia que corresponde ao segundo Vigilante e representa a beleza. 
Na porta do Templo são colocadas duas Colunas efetivas que são chamadas Boaz (ou Booz) e Jachim. A primeira, Boaz, se localiza à esquerda e a segunda Jachim à direita da entrada do Templo. As duas combinadas representam “Deus se estabelecerá em força” ou “como fortaleza”.

DELTA LUMINOSO
 
Quarta letra do alfabeto grego. É o emblema da Tri-unidade. É o primeiro polígono. Tanto nas Igrejas Judaico-cristãs como nos templos maçônicos está geralmente envolvida de um “glória”, e centrada pela letra G. É o símbolo da tripla Força indivisível e divina que se manifesta como Vontade, Amar e Inteligência cósmicos ou ainda os Pólos positivo e negativo e o efeito de sua união. É às vezes figurado por tres pontos (\) . 

 
ESCADA CARACOL
 
Mostra a difícil trajetória do Companheiro. Com seus degraus em espira,l ela representa a dificuldade em subir, aprender e auto aperfeiçoar-se, mostrando que a evolução não se desenvolve de uma forma constante e retilínea. Ela tem seus altos e baixos. Sua persistência em busca da luz, será a recompensa, pois atingirá o topo da escada.

 
ESCADA DE JACÓ
“E Jacó sonhou: e eis que uma escada era posta na terra, porque o sol era posto; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela; e eis que o Senhor estava em cima dela” (Geneses 28:12, 13).
 
A escada mística vista por Jacó simboliza o ciclo involutivo e evolutivo da vida, em seu perpétuo fluxo e refluxo, através de nascimentos e mortes, a desdobrar-se em hierarquias de seres, potestades, mundos, reinos e vida e raças. Segundo as tradições maçônicas, a escada com esse significado consta de quatorze degraus. Na verdade seus degraus são tantos quantos sãos virtudes necessárias ao aperfeiçoamento de cada um. As três mais importantes são a Fé, a Esperança e a Caridade, alí simbolizadas pela Cruz, a Âncora e o Cálice.
 
ESPADA

 


Acessório muito usado nas cerimônias maçônicas, geralmente como símbolo do poder e autoridade, e emblema dessipador das trevas da ignorância. Nas reuniões de banquetes ritualisticos, é o nome que se dá à faca. É usada como jóia do Primeiro Experto, Cobridor Interno e Externo.

 
ESPADA FLAMÍGERA

 

 

A que tem a lâmina ondulada, qual lingua de fogo serpentino. É usada pelo Venerável Mestre como símbolo do poder criador do G.A.D.U. Ao seu triplo tinir com os golpes do melhete (simbolo da autoridade, de que o Venerável se acha investido pela constituição maçônica), é o recipiendário iniciado e admitido nas flieiras da Ordem. Em alguns países latinos é também usado pelo cobridor que assim guarda o Templo qual queribim a “guardar o caminho da árvore da vida” Geneses 3:24)

NÍVEL  
É a jóia móvel usada pelo Primeiro Vigilante das Lojas Maçônicas simbólicas ou azuis. Representa a igualdade e e está em relação com o enxôfre e a coluna Jachim.

 

 
PAVIMENTO DE MOSAICO

 
Ornamento do centro das Lojas composto de ladrilhos brancos e pretos. Simbolizam seres animados e inanimados que decoram e ornamental a criação, bem como o enlace do espirito e matéria, da vida e forma por toda a parte, a união dos maçons do globo, apesar de suas diferentes cores climas e opiniões particulares.

 
REGUA
 

A régua de 24 polegadas é o símbolo da Retidão. Representa a boa administração do tempo que deve ser divido no auto conhecimento, meditação, estudo e repouso.

 
ROMÃS  
Emblemas que coroam as colunas J e B dos templos e cujos grãos significam prosperidade e solidariedade da família maçônica.
 
 

Concluímos esta série, prestando uma singela homenagem aos irmãos maçons, que direta ou indiretamente contribuíram para o resultado desta pesquisa, e aos que defenderam e propagaram a maçonaria pelos quatro cantos da Terra, ensinando valores fundamentais para a transformação de um mundo melhor, com pessoas melhores. Qualquer que tenha sido o vosso propósito e o anseio de vosso coração ao ingressar nos estudos da Augusta Instituição, sintam-se fraternalmente acolhidos como um dos seus, ainda que tenhamos que admitir que não somos capazes de entender, a princípio, toda a importância espiritual deste passo e as possibilidades de progresso que com ele nos foram abertas. A Maçonaria é, pois, uma Instituição Hermética no tríplice e profundo sentido da palavra. O segredo maçônico é de tal natureza que não pode nunca ser violado ou traído, por ser mística e individualmente realizado pelos maçons que o buscam para usá-lo construtivamente com sinceridade e fervor, absoluta lealdade, firmeza e perseverança no estudo e na prática da Arte Sagrada. Que o G.’.A.’.D.’.U.’., Supremo Reparador dos mundos, possa sempre nos iluminar em nossa obra e abrir a nós as portas do conhecimento, e quando ao fim de nossa vida chegar, possa permitir que nos unamos a sua luz de onde um dia saímos.


Referências
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7. The data on eighteenth and nineteenth century secret societies in this article is taken largely from: J. M. Roberts, The Mythology of the Secret Societies, Paladin, 1974.
8. Most of this article’s material on antisemitism comes from: Norman Cohn, Warrant for Genocide, Eyre and Spottiswood, London, 1971.
9. Barbara Tuchman, The Proud Tower.
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Claude Cockburn, Best Sellers.
11. Sunday Herald, 8 February 1920.
12. The role of conspiracy theories in national front ideology is described in: Michael Billig, Fascists, Harcourt Brace, London, 1978.
13.
Howard Zinn, A People’s History of the United States, chapter 20. Longmans, 1980
14. For left-wing conspiratorial interpretations of American political assassinations, see: Yazijian and Blumenthal, Government by Gunplay, Signet, NY, 1976. Similar interpretations of Watergate and some criticisms from a traditional left viewpoint can be found in: Steve Weissman: Big Brother and the Holding Company, Ramparts Press, California, 1974
http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_254132.shtm