A cidade litorânea de Baía Formosa, a 90 Km de Natal, no seu segundo dia do I Festival Cultural e Gastronômico da Albacora, proporciona a seus visitantes os melhores petiscos e refeições a base de albacora a preços imbatíveis, aliados a uma interessante atração cultural com mostra de cinema amanhã, quando exibirá os filmes Carmo, do diretor Murilo Pasta, e O anjo da Cracóvia (produção polonesa), além dos shows musicais das bandas Café, Macaxeira Jazz, Rodolfo Amaral e bandas de chorinho. O festival vai até domingo 28. Aproveitem e divirtam-se!
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
VÁ VOCÊ TAMBÉM
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Edoardo de Florencio
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010
GIRO PELO RN
O fim de semana, que já prometia, cumpriu e nos proporcionou eventos variados e grandiosos, a começar pela inauguração do tão aguardado Teatro Riachuelo, no 3º piso do Midway Mall, às 21h da última sexta-feira, abrilhantada pelo show da cantora paraibana Elba Ramalho, lançando o show comemorativo dos seus 30 anos de carreira. Uma festa pra ninguém botar defeito. A próxima atração da casa será o cantor Jorge Vercillo, dia 26. Imperdível.“A Farra”, ocorrida no sábado também levou muita gente jovem e bonita à Cidade dos Cavaleiros à festa de comemoração dos 9 anos da banda Cavaleiros do Forró, que ainda contou com a presença de Latino e das bandas Forró da Pegação, Deixe de Brincadeira e Nagybe.
Pude também conferir a alegria contagiante da galera no Forró da Lua, onde já brilhava no palco o cantor Waldonys. De lá, valeu uma esticadinha até o Espaço 21, onde a noite de sábado bombou ao som das ‘picapes’ dos DJs Toskano, Paulinho Chacon, Diego Baez, Victor Brandão e outros. Outro evento top de linha do último sábado foi o Universidade do Castelo Pub, em Ponta Negra, com bandas de rock que tocaram a noite inteira.Na área da cultura e da gastronomia, tivemos o gostosíssimo festival gastronômico Pratodomundo, no Beco da Lama, Cidade Alta de Natal, no sábado, já em sua 7ª edição, e o badaladíssimo Festival de Literatura da Pipa – Flipipa –, onde, além de alimentar a alma com as muitas sugestões literárias de grande repercussão, pudemos, também, provar das delícias gastronômicas da praia mais cosmopolita do Brasil. Dentre as atrações do Flipipa, que aconteceu nos dias 18 a 20 deste mês, estavam renomados nomes da nossa literatura, como João Ubaldo Ribeiro, Geraldo Carneiro, João Gilberto Noll, Ilza Matias Souza e Tarcísio Gurgel. Majestosa abordagem foi feita no primeiro dia pelos escritores Frederico Pernambucano de Mello, Clotilde Tavares e do meu ex-professor de Filosofia do Direito, Honório de Medeiros, sobre a estética do cangaço. O nobre professor Honório é autor do livro “Massilon – Nas veredas do Cangaço e outros temas afins”, lançado em julho passado, o qual li, gostei muito e recomendo.
Hoje, a pedida é a inauguração de mais uma franquia da grife masculina Schalk, esta na cidade de Santa Cruz-RN, sob o comando do empresário Orion Mendonça. São promoções e preços imperdíveis. Vale a pena conferir. O blogueiro faz o maior sucesso com as roupas da Schalk.
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MATRÍCULA EM ESCOLA PÚBLICA AO PREÇO DE R$ 5
A Escola Municipal Francisco Vaz de Lima, que fica no bairro Interlagos, um dos mais pobres da cidade de Cascavel, no Paraná, está cobrando a bagatela de R$ 5,00 (cinco reais) para que os pais possam matricular seus filhos. Os pais receberam um comunicado da direção da escola pedindo que levassem os documentos pessoais do estudantes, o comprovante de endereço e o valor em dinheiro para o pagamento da taxa de matrícula, além de terem de enfrentar filas extensas, fato comum todos os anos para essa finalidade. A diretora da escola afirmou que a matrícula só poderá ser efetuada mediante pagamento da referida taxa, ou seja, quem não puder pagar ficará sem vaga para estudar no próximo ano letivo, o que fere princípio constitucional e o que preconizam a LDB e o ECA. A Secretaria da Educação de Cascavel já se manifestou contra a cobrança por ser ilegal, visto se tratar de uma escola pública, e que os pais não são obrigados a pagar a matrícula.
Espera-se, com isso, que o Ministério Público da Educação do Estado do Paraná promova ação própria para investigar as irregularidades cometidas pela diretora da aludida escola, bem como se digne o poder público municipal a instaurar o competente procedimento administrativo disciplinar para apurar e punir os responsáveis pela suposta arbitrariedade.
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ENEM E CASO TIRIRICA: PIOR DO QUE TÁ NÃO FICA
O TRE-SP indeferiu, nesta quinta-feira (18), liminares em dois mandados de segurança impetrados na última terça-feira pelo promotor eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes na ação penal contra o deputado federal eleito Francisco Everardo de Oliveira Silva, o palhaço Tiririca – cuja ação visa apurar se houve fraude na declaração de escolaridade entregue à Justiça Eleitoral durante o processo de registro de sua candidatura e suposta omissão de bens –, para questionar aspectos da audiência realizada no último dia 11, alegando que o réu teve desempenho inferior a 30% do desejável. A ação.
O juiz relator nos dois casos, Flávio Yarshell, negou a liminar que pedia a anulação da audiência por considerar que não estava presente o "requisito da urgência", destacando também que o processo crime conduzido pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral não se confunde com o processo de registro de candidatura, já julgado anteriormente pelo TRE. Dentre os pedidos formulados, o MP requereu a submissão de Tiririca a perícia oficial por junta médica composta por profissionais de idêntica especialidade daqueles que assinaram o laudo apresentado pela defesa e a designação de nova audiência para que ele escreva sobre tema livre, de seu universo cultural, uma pequena redação para complementação do exame, seguindo parâmetros adotados pelo Ministério da Educação para aferição de alfabetização de jovens e adultos.
O promotor pretende provar que Tiririca é analfabeto funcional com base em parecer da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, cujo estabelece que, para se considerar uma pessoa alfabetizada funcional exige-se que seja capaz de utilizar a leitura e a escrita para fazer frente às demandas de seu contexto social e usá-las para continuar aprendendo e se desenvolvendo ao longo da vida. Diante das conclusões de ambos os pareceres, o digno representante do Ministério Público Eleitoral diz que considera o réu analfabeto funcional e que acredita que, por isso, fica também demonstrada a falsificação ideológica. O promotor diz, ainda, que todas as medidas necessárias à defesa da Constituição Federal – que veda a elegibilidade aos analfabetos – continuarão a ser tomadas pelo Ministério Público Eleitoral no âmbito de suas atribuições legais até o esgotamento das vias jurisdicionais.
Ribeiro Lopes mostra-se totalmente obstinado a impedir que o palhaço venha a tomar posse, o que me faz pensar que talvez sua premissa não seja proteger princípio constitucional, mas deixar de garantir direito legalmente previsto, já que o maior dos princípios constitucionais se encontra expresso pelo artigo 5º, caput, da Carta Magna, cujo diz que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza – o tão conhecido e pouco respeitado princípio da isonomia. Ora, se o eleito deputado não é capaz de utilizar a leitura e a escrita para se expressar dentro do seu contexto social – critério esse que, na verdade, serve de parâmetro para a avaliação de um indivíduo dentro do contexto social do seu expectador –, isso ele já sabe fazer com excelência desde que começou a usar das experiências de sua difícil vida para entreter as pessoas em todo o Brasil, e não o aprendeu nos bancos escolares, mas no cotidiano de homem pobre, honesto e trabalhador.
O douto representante do MP, mesmo tendo um elevado grau de instrução, certamente dispõe de assessores que lhe facilitam o trabalho frente às demandas de seu contexto social, o que pode também dispor Tiririca como deputado federal, já que, como se pode concluir, não domina com destreza a escrita e a leitura, mas pode facilmente fazer valer suas ideias para a melhoria do país e da qualidade de vida do povo brasileiro, com a assistência de pessoas capazes, e de sua confiança, na elaboração e estudo de futuros projetos de lei. O que mais temos visto são representantes políticos fazendo o povo brasileiro de palhaço e nada tem sido feito por quem deveria impedir os verdadeiros crimes eleitorais, mas, quando um palhaço do povo brasileiro consegue, enfim, chegar ao Congresso Nacional, o MP se levanta contra a vontade popular talvez por que o povo no poder poderá interferir nos interesses da classe alta brasileira que fecha os olhos para as necessidades das camadas sociais menos favorecidas do país.
Além disso, se já contamos com tantos palhaços ditando as leis que devemos obedecer em detrimento aos nossos direitos constitucionais, não vejo mal algum em termos um palhaço de verdade ocupando uma cadeira no Congresso, quando a sua capacidade de legislar só poderá ser aferida a partir do momento da sua posse e do efetivo exercício de sua função. Outro contraponto é o fato de o MEC e a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo estabelecerem critérios para a avaliação da capacidade de um cidadão brasileiro em legislar, embutida num parecer que opina quanto a ser um indivíduo alfabetizado ou não, quando essas instituições não têm sido capazes nem mesmo de estabelecer critérios seguros e incontestáveis para a avaliação do nível de ensino que oferecem as instituições que lhe são subordinadas. Prova disso são as malfadadas edições didáticas da Secretaria de Educação paulista e as consecutivas falhas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Diante do evidente complô do poder político inescrupuloso em impossibilitar o acesso de mais um nordestino de origem pobre e palhaço, diga-se de passagem, eleito pela livre escolha da população paulista para representar a maior capital do país no Congresso Nacional, uso da máxima “tiriricalesca” para dizer que o Enem e o preclaro desrespeito à vontade eleitoral em escolher como deputado federal o palhaço Tiririca “pior do que tá não fica”.
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domingo, 21 de novembro de 2010
MEC DERRUBA LIMINAR E MANTÉM ERROS DO ENEM
Ministério da Educação consegue, na última quinta-feira (18), obter na Justiça a cassação da liminar anteriormente concedida pela juíza da 7ª Vara da Justiça Federal do Ceará, Karla de Almeida Miranda Maia, que assegurava a todos os estudantes que participaram do Enem nos dias 6 e 7 deste mês, e se sentiram prejudicados pela prova amarela ou pela inversão nos cartões de resposta a fazerem uma nova prova.
Ao suspender a decisão de primeiro grau, o presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, Desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, no Recife-PE, disse "que a alteração do cronograma fixado pelo MEC implica atraso na conclusão do Enem, circunstância por demais relevante, considerando que diversas instituições de ensino superior utilizarão as notas do Enem na seleção de ingresso dos novos alunos". E acrescentou "ser inadmissível que paixões a teses jurídicas venham aflorar e contaminar o Judiciário, a ponto de se pretender a reforma da decisão anteriormente proferida por quem não possui competência para tanto, trazendo insegurança jurídica para milhões de jovens atônitos (e suas famílias) à espera da definição das respectivas situações escolares".
Com isso, voltam a valer as decisões já anunciadas pelo MEC que previam refazer a prova para cerca de dois mil prejudicados por erros no caderno de questões amarelo, devendo convocar os estudantes que poderão fazer a nova prova de acordo com o levantamento dos nomes de quem teve problemas registrados nas atas dos fiscais que aplicaram a prova.
Assim, só serão convocados a refazer a prova os estudantes que foram prejudicados pelos erros de impressão das provas amarelas, cujas reclamações tenham sido registradas nas atas dos fiscais.
Portanto, não será mais possível aos candidatos solicitar a realização de nova prova, já que o MEC anunciou que está fazendo um levantamento das atas dos fiscais que aplicaram o exame e registraram problemas com a prova amarela para convocar os prejudicados. É possível tirar dúvidas pelo telefone 0800-616161. Contudo, de acordo com a última decisão da Justiça Federal, os estudantes que não marcaram o cartão-resposta de acordo com a ordem numérica tiveram até as 23h59 de hoje – horário de Brasília, para solicitarem o pedido para a correção invertida no site do Enem.
Não entendo, sinceramente, como poderia a decisão da Drª Karla Maia implicar atraso na conclusão do Enem se nem o próprio Ministério da Educação já definiu a data de realização da nova prova, o que, segundo o ministro Fernando Hadad somente poderá ser anunciada na próxima semana. Acredito a medida por ela adotada seria a única forma de garantir o direito daqueles que foram lesados, mais uma vez, pela organização do concurso, levando-se em consideração o vazamento de provas e gabaritos no ano passado, revelando, com isso, a precariedade do sistema. E antecipo sem medo de errar: o atraso no cronograma fixado pelo MEC se dará de qualquer forma, já que isso é fato comum nos eventos promovidos por este órgão do governo federal, sem precisar se estender aos demais.
Os candidatos que se sentiram prejudicados relataram, através do endereço eletrônico da 7ª Vara da Justiça Federal cearense, que foram tardiamente orientados tardiamente pelos fiscais a marcar os cartões-respostas seguindo o título da área de conhecimento, quando já havia sido iniciada a marcação do cartão-resposta sob a orientação dos mesmos fiscais de seguirem a ordem cronológica das questões. Seguindo a mesma linha de raciocínio da Douta Magistrada, que, havendo despendido tempo à análise e verificação das provas e fatos argumentados pelo Ministério Público Federal, na pessoa do ilustre procurador da República Oscar Costa Filho, a distorção gerada por esse fato não será solucionada pela simples correção invertida do cartão-resposta, bem como também não vai, a decisão do excelentíssimo senhor desembargador resolvê-la atendendo tão prontamente a vontade imperativa do MEC pautada tão somente na economicidade da correção de sua falha do que no cumprimento do programa elaborado para o Enem.
Como já era previsível – que o diga Dr. Oscar – o MEC estabeleceu, sob o aval do Poder Judiciário – que deveria estar exclusivamente preocupado em atender às necessidades dos alunos frustrados pelo fiasco da avaliação proposta pelo órgão ministerial – duas categorias de prejudicados. O melhor seria a anulação do Enem e correção das falhas habituais do sistema avaliativo. A verdade é que o uso das notas para o ingresso dos candidatos no ensino superior já foi prejudicado, pois, o caminho que deverá tomar o MEC para a substituição do exame realizado para atender aos estudantes prejudicados pode impedir que as universidades usem o Enem como critério de seleção, uma vez que ainda não foi definida nova data para a sua efetivação, o que retardará ainda mais a correção das provas. Ao contrário do que argumentado na decisão de segundo grau, o juízo a quo foi prático e coerente ao deferir liminarmente o pleito do MPF. Diante do descaso do MEC em relação a educação pública brasileira, começo a me questionar quanto ao que disse o sociólogo Cledenilson Moreira, e me declino à reflexão de que, talvez, seja mesmo o Direito uma ciência de conveniência.
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
A HORA DO AJUSTE FISCAL
“Cuidaremos de nossa economia com toda a responsabilidade.”
(Dilma Rousseff)
De acordo com estimativas do Banco Central, o Brasil deverá fechar o ano com um total de US$ 180 bilhões em exportações – 18% a mais que no ano passado. Apesar de ainda representar 9% a menos que o recorde histórico alcançado em 2008, o governo Lula encerrará a sua segunda gestão consecutiva com um crescimento econômico extraordinário, depois de tantos anos de estagnação e inflação alta.
Uma das principais razões para o sucesso do governo petista foi um cenário internacional favorável, quando a economia mundial crescia a um ritmo acelerado e o mundo precisava das matérias-primas brasileiras para crescer, o que permitiu ao Brasil dobrar suas exportações em apenas cinco primeiros anos. Com o vento soprando a seu favor no início do seu primeiro mandato, em 2003, o presidente Lula superou com maestria a crise financeira que acometeu o mundo em 2008, quando se voltou para o mercado interno, investindo dinheiro público quando a economia se encontrava retraída. Tal estratégia fez com que saíssemos logo da crise, mas teve como efeito colateral o fato de o governo ter-se aproveitado para engordar a máquina administrativa e distribuir algumas benesses para servidores e aposentados, formando uma bola de neve que nos fará pagar um alto preço no futuro.
Em contrapartida, vários especialistas acreditam que a presidente eleita Dilma Rousseff poderá não ter a mesma sorte. Um forte sinal disso é a guerra cambial promovida pelos Estados Unidos com o anúncio de mais um pacote econômico, em que o governo americano pretende comprar títulos públicos no mercado e injetar dinheiro vivo nos bancos privados, o que poderá provocar ainda mais a desvalorização do dólar e tornar relativamente mais caro e menos competitivo tudo o que for produzido no Brasil, e a política da China de subvalorização de sua moeda – o iuane – para estimular o consumo interno e depender menos das exportações. Se a medida adotada pelo presidente americano Barack Obama der certo, o Brasil poderá se beneficiar com a provável recuperação da economia americana e mundial, porém, alguns críticos do setor econômico dizem que o pacote econômico americano terá um efeito imediato ruim para os brasileiros, visto que o mais provável é que esse dinheiro extra migre para países com a taxa de juros maior do que a americana (0,25% ao ano) como é o caso do Brasil, que possui o maior juro real do mercado – 43 vezes maior que a taxa anual americana.
Os conselhos dos mais renomados nomes do setor é que a nova presidente amplie o seu discurso de campanha de “continuidade” e reforce a estratégia de política anticíclica adotada pelo presidente Lula, o que se acredita pelo seu primeiro discurso como presidente eleita ao descartar a promessa de campanha de desnecessidade de ajustar as contas públicas e dizer que administrará com austeridade fiscal e assumiu o compromisso de zelar pelo tripé que permitiu a consolidação da estabilidade econômica do país na última década: o equilíbrio das contas públicas, o sistema de metas de inflação e a política de câmbio flutuante. Anunciou que pretende reduzir os juros reais da taxa Selic dos atuais 5,5% para 2% ao ano até 2014 – quando provavelmente pretende se reeleger presidente –, promover a reforma tributária e baixar os impostos sobre a produção e consumo, não se mostrando, contudo, muito disposta a cumprir promessa de campanha quanto a volta da cobrança da CPMF, o que certamente acontecerá.
Além do cenário externo adverso, o governo Dilma enfrentará imensos desafios, sendo o principal deles o controle dos gastos públicos, para que possa gerar os recursos necessários para realizar os enormes investimentos prometidos em todas as áreas, e, com isso, fazer o país crescer em ritmo acelerado de forma sustentável, sem gerar pressões inflacionárias, promover a redução de juros, estimular a inovação industrial e segurar a valorização do real – rico legado do governo FHC. Com a manutenção ou a elevação da atual taxa de juros, o Brasil continuará atraindo o capital especulativo fazendo o dólar cair ainda mais, e o maior risco, segundo especialistas, é que há espaço para a situação piorar se o governo continuar gastando além de sua capacidade, como vem fazendo nos últimos anos. A dificuldade para resolver esse problema, no entanto, será enfrentar funcionários públicos federais e aposentados, que exigem aumentos e são uma das bases de apoio do PT.
É cediço que nenhuma política econômica traz mais benefícios à população do que o controle da inflação, que permite ter confiança na estabilidade dos preços, como bem ressalta José Fucs da revista Época, sendo necessário para isso a efetiva realização do ajuste fiscal, o que fará com que a primeira mulher a governar o país mude em muito o tom do discurso defendido durante toda a campanha eleitoral.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010
CALA A BOCA MAYARA
Li estarrecido as declarações racistas e preconceituosas da infeliz estudante de Direito paulista, seguida por uma legião de twitteiros insanos, ao povo nordestino devido ao maciço resultado da presidente eleita Dilma Rousseff nas eleições do segundo turno, e muito me entristeci ao imaginar como uma estudante de Direito, linda e com um futuro brilhante, opte por jogar fora o estágio e o respeito de seus pares em troca de um comportamento insano e imbecil. Alimentando tal pensamento e levando-o em contínuo crescimento para a sua carreira profissional, digo que é melhor a ela não levar adiante a pretensão de atuar no ramo do Direito, visto que seria uma ofensa aos preceitos constitucionais e uma desonra para a classe. Não dá para entender como uma acadêmica de Direito do estado mais desenvolvido da nação seja tão desprovida de senso crítico e possa ter um comportamento tão vergonhoso. O que essa faculdade sugere como leitura a seus alunos? O que pensam seus mestres e sua família diante dessa situação? Não acredito que tal conduta seja alimentada no seio de uma família normal.
A maneira como essa garota e outros tantos que lhe apoiaram com comentários afins vê o mundo é de uma monstruosidade sem precedentes na atualidade, prática somente vista na era Hitler. O que diz uma das entrevistadas, de 35 anos, à reportagem de Época (651) é inconcebível, afirmando que São Paulo sustenta os nordestinos e eles decidem quem vai nos governar. O fato seria risível se não fosse trágico. São Paulo nasceu da força da mão-de-obra nordestina e, sem dúvida nenhuma, esses xenófobos são de origem nordestina, em maior ou menor escala têm o sangue nordestino nas veias, prova disso é a coragem que têm de falar o que pensam. São em sua essência um produto “made in Nordeste”. Chico Buarque bem definiu o povo brasileiro em sua obra entitulada “Para todos”.
Não entendo, no entanto, como esses paulistanos desvairados podem dizer que o povo nordestino foi o único responsável pela vitória da presidente eleita, se a divulgação do resultado final da eleição presidencial feita pelo TSE mostra que Dilma não dependia do Nordeste para vencer. Atentem para o fato de que Serra venceu apertadamente no estado de São Paulo. O extremo dessa polêmica é que se coube ao povo nordestino escolher uma sulista para o novo governo brasileiro, São Paulo decidiu que o poder de legislar caberia a um palhaço, ou seja, cansados de serem feitos de palhaços por seus representantes, escolheram um palhaço profissional para melhor representá-los no Congresso Nacional, dando a Tiririca a maior votação para deputado Federal no país – 1,353 milhão de votos. E, pasmem! Um palhaço nordestino. Eis o paradoxo criado por aqueles que odeiam o Nordeste e só se sentem gente e provam do doce sabor da liberdade quando se permitem conhecer a vida nordestina in loco.
Confesso que não endossei a campanha e a eleição da ex-ministra Dilma à Presidência da República, que, independentemente do meu voto e da vontade dos meus irmãos nordestinos, folgadamente seria a primeira mulher presidente no Brasil, fato histórico para a nação, além do também histórico fato de ter um partido político feito o seu sucessor para a Presidência do Brasil. Mas, a história da nação não interessa a essa gente tão culta e inteligente que só têm a deixar como herança o legado do ódio e da opressão. Entretanto, não posso nutrir ódio e desrespeito a quem pensa diferente de mim. Vivemos num país livre, temos ensinado ao mundo o que é a verdadeira democracia. Optamos pela proibição de qualquer tipo de pensamento ou manifestação que atente contra os direitos de nossos concidadãos, dissemos que repudiamos o preconceito, o racismo e a intolerância, quando elegemos nossos representantes que elaboraram leis que preconizam a esse respeito. Ah! Perdoem-me a minha pobre cultura nordestina. Esqueci que essas pessoas cultas e inteligentes despendem seu precioso tempo para coisas mais importantes como a incitação ao crime de homicídio, ao pedirem publicamente para que matem um nordestino afogado.
É uma pena que uma grande parcela dessa gente dita inteligente do Sudeste ignore a enorme contribuição nordestina para o desenvolvimento do Brasil, pois a sua cultura é tão ampla que só lhes permite aprender e ensinar a viver numa selva de pedra dominada pelo narcotráfico, pela violência urbana e pelos embalos do funk e do “bundalelê”. A sorte é que não são todos os irmãos do Sudeste que são limitados a emitir grunhidos com letras do que chamam de música com frases desconexas mal formadas por palavras – palavras? – como “cachorra”, “tchutchuca”, “tigrão” e outras pornografias inexistentes na linguagem humana.
Nasci no Sudeste, e me orgulho por ter nascido na região mais rica do país. Mas, dou graças a Deus por ter sido criado livre no Nordeste, sem as grades das residências paulistas, morando em uma casa que diuturnamente mantém suas portas abertas, podendo sair e voltar à hora que bem entender, estudar e trabalhar com dignidade e criar o meu filho como gente. Sim, nordestino é gente também. E, apesar das grandes dificuldades que vive, dificuldades essas promovidas pelos governantes do Sul e Sudeste quando presidentes, é um povo feliz, que sorrir com vontade, ri da própria desgraça, mas tem o prazer de saber o verdadeiro significado de liberdade, felicidade, dignidade e vida.
Aqui no Nordeste tive a oportunidade de alcançar a graduação em Direito, podendo livremente optar por não fazer uso de drogas, sair às ruas sem precisar procurar por balas perdidas nem me obrigar a abrir mão do tanto que aprendi para estar descendo até o chão ao embalo de um batidão sem qualquer fundamento, como devem fazer a pobre estudante de Direito e seus fieis seguidores, e imagino sob qual efeito devam estar quando escrevem essas idiotices, com o único intuito de serem seguidas como imagem de procissão. Somente uma pessoa incapaz se limita a se expressar em apenas 144 caracteres.
Apesar de pensar diferente, concordo que não é fácil ser patrocinador de programas como o bolsa-família. Ainda mais quando vemos pessoas que se acomodam a viver com essa miséria distribuída pelo governo federal ao invés de procurar uma ocupação lícita. Mas também sou obrigado a admitir que o programa beneficia famílias que fazem milagres com essa ínfima renda mensal, e educam seus filhos e lutam por melhoria e justiça social como muitos jovens não fazem achando que estão vivendo no país das maravilhas e que nada têm a ver com os rumos do país, e só fazem avolumar os problemas sociais que enfrentamos de Norte a Sul.
Como a nobre colega, eu sou branco e não necessito da bolsa-miséria que, contra a minha vontade, também ajudo a promover. E isso não me faz melhor nem pior do que ninguém. Porém, digo que é muito melhor viver livre nem que seja à base e à sombra de mandacaru e xique-xique, do que sofrer as agruras por que passam nossos irmãos do Sudeste do país.
Diante da celeuma que essa pobre criatura criou para a sua vida, só tenho a lamentar por sua vida a partir de então, ao ver que sua situação não é nada confortável antes as posturas louvadamente adotadas pela OAB-PE e pelo escritório em que ela estagiava. A ação penal por racismo e incitação pública de prática de crime, no caso, homicídio, que ela irá responder, poderá lhe proporcionar, somadas as penas dos dois delitos, de 2 anos e 3 meses a 5 anos e seis meses de prisão, mais pagamento de multa. Seria uma boa saída para a sua defesa apostar num teste de insanidade mental para minimizar sua sentença, caso ela venha a ser condenada, o que não é difícil de se constatar, dada a forma como a futura doutora se expressa. Isso sem falar dos erros de português que a sua grande inteligência lhe permite. Talvez a sua inteligência se deva aos gravíssimos erros nas publicações das obras didáticas, como temos visto nos últimos anos.
Ante todo o exposto, só tenho a desejar muita sorte a essa pensadora do mundo contemporâneo em sua primeira batalha judicial como ré – o que poderia ser como causídica – e pedir desculpas ao povo nordestino, em nome da minha região, pelo que me sinto profundamente envergonhado em fazer parte de uma nação única onde existem pessoas, que se acham superiores pura e simplesmente por limites regionais impostos pela política geográfica.
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domingo, 14 de novembro de 2010
A CARA DA SOCIEDADE
A afirmação do presidente Lula, divulgada no site g1.com.br no dia 3 de outubro, de que o Tiririca é a cara da sociedade brasileira, me deixou meio confuso quanto ao que o líder petista quis dizer. Afinal, por que Tiririca é a cara da sociedade? Quis ele chamar o povo brasileiro de palhaço e analfabeto? Prefiro acreditar que não. Até porque, vindo tal frase de uma pessoa como o presidente, que, apesar de não possuir formação intelectual, sempre se mostrou uma pessoa afável, principalmente em se tratando de conflitos envolvendo gente que veio de camadas menos favorecidas da sociedade e cresceu na política como ele. Não dá para entender a conduta política de um país onde as opiniões das mais diferentes esferas do poder divergem umas das outras, deixando o povo entre o incerto e o mais do que duvidoso.Tudo começou quando o Ministério Público paulista resolveu questionar a legitimidade da eleição do candidato a deputado federal Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o palhaço Tiririca, alegando que o mesmo não seria alfabetizado, e que teria falsificado uma declaração de alfabetização ao registrar sua candidatura. Ajuizada a competente ação, o candidato eleito mais votado do estado de São Paulo, com o total de 1,353 milhão de votos, foi citado para apresentar defesa nos autos do processo, para que provasse que sabe ler e escrever.
Em sua defesa, Tiririca disse que não podia provar ser alfabetizado, devido a um problema motor na mão, anexando um laudo médico que atesta que o candidato eleito tem Transtorno de Desenvolvimento da Expressão Escrita, uma deficiência motora que o impediria de segurar uma caneta com firmeza, e, que, em razão disso, estaria impossibilitado de fazer testes de escrita. No site da revista Época (www.epoca.com.br) há imagens gravadas em setembro deste ano, que contradizem a tese da defesa do humorista, onde este aparece distribuindo autógrafos, não demonstrando qualquer dificuldade em segurar a caneta. As imagens também dão conta de que ele precisou da ajuda do filho para ler o cartão de uma pesquisa, tendo a sua defesa alegado que tal se deu por que o deputado eleito tem hipermetropia e que não usa óculos por motivos profissionais, muito embora o laudo médico garanta que ele é capaz de ler sem grandes dificuldades.
No último dia 11, Tiririca compareceu à audiência judicial, acompanhado de seu advogado, presente também o promotor que o processou, e conseguiu ler e escrever o que foi pedido no teste. Ainda que o juiz venha a deferir o pedido do Ministério Público Estadual, o presidente do TRE-SP, Walter de Almeida Guilherme, afirmou que o deputado federal eleito será diplomado independente da decisão do processo para comprovar se é ou não alfabetizado.
Ocorre que o palhaço mais bem votado entre os demais candidatos ao mesmo cargo, se recusou a se submeter a perícia técnica para comparar sua escrita com a de sua mulher, que o teria ajudado a preencher a declaração de instrução entregue à Justiça Eleitoral, o que ele pode naturalmente fazer, pois é prerrogativa legal ninguém constituir prova contra si mesmo.
O que quis Lula dizer ao comparar o palhaço com a sociedade brasileira eu não sei, tampouco o que quis a defesa, ao alegar suposto transtorno motor no candidato, quando o mesmo atendeu aos requisitos exigidos pela Justiça Eleitoral no teste de leitura e escrita, mas sei que, num país onde o sistema de avaliação de estudantes do ensino médio que postulam vaga no ensino superior é tão precário e falho, e o promotor que questionou a capacidade de leitura e escrita do candidato eleito seja suspeito de plagiar um trabalho acadêmico, não seria inacreditável o fato de que Tiririca passasse em primeiro lugar no ENEM.
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Edoardo de Florencio
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