sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

DESVENDANDO OS SEGREDOS DA MAÇONARIA - PARTE III


VOU TE CONTAR UM SEGREDO, E VOCÊ, CARO LEITOR,
PROMETE NÃO REVELÁ-LO A NINGUÉM



Ilustração do interior de uma maçonaria


Você seria capaz de guardar um grande e terrível segredo, ainda que isso custasse a sua felicidade e tivesse que conviver com a indiferença de seus entes mais queridos por você não lhes contar o que guarda de tão bombástico? Muitas pessoas acreditam que os maçons são assim, que guardam um segredo capaz de mudar os rumos da humanidade, e que já fazem isso há muitos e muitos séculos. Há quem diga que a maçonaria cultua Satanás e que o próprio se manifesta pessoalmente durante as cerimônias da maçonaria, e há também quem acredite que só é maçom quem é muito rico. Neste último capítulo do nosso estudo, passaremos a desvendar os “segredos” da maçonaria, conhecer a sua origem, os símbolos utilizados e a sua influência na historia da sociedade através dos tempos.
O compasso e o esquadro com o G (God = Deus), significa "O Grande Arquiteto do Universo"
De todas as teorias a respeito da origem da maçonaria, apresentaremos três teses, que atribuem a sua origem a três períodos distintos da nossa historia. A primeira remonta à construção do templo de Jerusalém, no reinado de Salomão, quando o engenheiro-chefe do reino, Hiram Abiff, foi assassinado por três de seus pupilos, supostamente devido a promoção de cargo e por guardar segredos de engenharia e arquitetura, cujos foram enterrados junto com o seu fiel guardião, que se tornou o maior exemplo de fidelidade aos princípios maçônicos de todos os tempos. A segunda, defendida por historiadores maçons como Christopher Knight e Roberto Lomas, diz que a maçonaria é herdeira direta dos poucos cavaleiros templários que não foram trucidados por ordem do papa de do rei da França entre 1307 e 1314.
A Ordem dos Cavaleiros Templários

Ao ingressar na Ordem dos Templários, oficialmente criada e reconhecida em 1185 e diretamente subordinada ao papa, única autoridade acima do Grão Mestre, o monge abria mão de toda a sua propriedade em prol da Ordem que, a este tesouro agregou muito do que foi conquistado ou transacionado durante o auge das Cruzadas. Os Templários se tornaram uma das mais sólidas forças econômicas da Idade Média e chegavam a efetivar muitas transações parecidas com atividades bancárias. Com a Europa cercada ao Norte pelos Vikings, ao sul e sudeste pelos Muçulmanos e a leste ora por Hunos, ora por Mongóis, era importante contar com um grupo armado capaz de proteger riquezas em transportes ou mesmo garantir o pagamento de pequenos montantes mediante apresentação de uma identificação positiva do portador do que seria equivalente a um “título bancário” moderno. Fosse metade de uma jóia com encaixe perfeito ou uma carta criptografada na qual se revelavam as perguntas a serem feitas ao portador que, respondendo apropriadamente, receberia o crédito esperado em qualquer unidade dos Templários em qualquer lugar da Europa, África ou Palestina. Ao invés de viajar com riquezas, muitos preferiam contar com este serviço dos Templários que, naturalmente, cobravam um valor justo para realizá-lo e assim ampliavam seu tesouro.
Ilustração da Revolução Francesa

O ano de 1305 encontra a Ordem dos Cavaleiros do Templo e a Ordem dos Hospitalários sediados na ilha de Chipre, pois os muçulmanos haviam retomado a Terra Santa. Ansiavam por uma última Cruzada, que jamais ocorreu. O rei da França Felipe de Valois, conhecido como “Felipe o Belo”, concebeu um plano voltado a apoderar-se da enorme riqueza dos Templários e ter perdoada sua enorme dívida para com a Ordem e assim amealhar recursos para seus projetos temporais de ampliação territorial sobre a Inglaterra. Para tanto precisava da aquiescência do papa Clemente V (Bernardo de Goth, ex-arcebispo de Bordeaux) que, imediatamente, concebeu o plano de unificar as duas Ordens rivais, ou subordinar todos aos Hospitalários. Convocou os dois Grãos Mestres de ambas as Ordens a um encontro em Paris. O Grão Mestre dos Hospitalários deu uma desculpa convincente e faltou ao encontro. Jacques De Molay, Grão Mestre dos Templários, então contando quase 70 anos de idade, compareceu ao encontro com dois documentos: um plano detalhado para uma nova Cruzada (que presumia ser o principal motivo da convocação) e um arrazoado explicando as diferenças e motivos que considerava relevantes para manter Templários e Hospitalários como ordens distintas.

De Molay foi recebido com todas as honras em Paris. Durante dois anos – período durante o qual Felipe de Valois ficou de apresentar sua decisão final sobre os dois documentos trazidos por Jacques De Molay – Guilherme de Nogaret, ministro de Felipe “o Belo”, arquitetou o plano para aprisionar a um só tempo todos os Templários em todos os pontos da Europa. Foram expedidas cartas lacradas aos senescais (líderes políticos e religiosos locais) de todas as paróquias com ordens expressas de somente abri-las a 12 de setembro de 1307. Naquela data, Jacques De Molay contava-se entre os maiores nobres da Europa a carregarem o caixão da princesa Catarina, falecida esposa do irmão do rei Felipe, Carlos de Valois. No mesmo momento em que o Grão Mestre dos Templários participava deste solene evento fúnebre em companhia dos nobres, não havia meios que lhe permitissem saber da trama, menos ainda do conteúdo das cartas que, abertas, tornariam a sexta-feira 13 (naquele caso de setembro de 1307) o dia mais aziago do ano: 15 mil homens (o número total de Cavaleiros Templários) deveriam ser aprisionados em grilhões especialmente confeccionados e despachados a todos os pontos com esta finalidade. As acusações que conduziram os Templários a tal situação, evidentemente forjadas, variavam de pederastia até a profanação de objetos sagrados passando por uma gama variegada de peculiares consideradas sacrílegas e heréticas ao imaginário da Santa Inquisição.
Robespierre, um dos líderes da Revolução Francesa

De defensores maiores da Fé Católica, subordinados diretamente ao papa, autoproclamado “Vigário de Deus na Terra”, passaram os Templários, na sexta-feira 13 de setembro de 1307 à condição de hereges e, como tal, deveriam ser e a maior parte deles o foi, supliciado de maneiras monstruosas como, após anos de torturas as mais diversas, ter o ventre aberto a faca e ver suas entranhas serem arrancadas e jogadas ao fogo morrendo lentamente entre tormentos atrozes. Um número enorme de Templários recebeu a pena de sofrerem a morte na fogueira; alguns com o beneplácito de ter um colar de pólvora amarrado ao pescoço (o que apressava a morte) outros em lenha seca, ardendo lentamente. Jacques De Molay foi supliciado por 7 anos.

Não satisfeitos, o rei e o papa consideraram que uma confissão pública de culpa seria a única coisa que poderia convencer a todos de que os “crimes” inacreditáveis imputados aos Templários eram realmente verídicos. O Grão-Mestre Jacques De Molay e Guy D’Alvergnie, um dos mais elevados cavaleiros Templários foram conduzidos – corpos envelhecidos e alquebrados por sete anos de suplícios nos calabouços e masmorras francesas – ao cadafalso onde, após a confissão, lhes seria garantida uma morte rápida. Juntando todas as suas forças morais, ambos negaram a quantos ali estavam para ouvir, todas as supostas heresias de que eram incriminados. A pena para tal comportamento segundo as leis da Santa Inquisição era uma só: morte na fogueira. Toda a riqueza dos Templários foi transferida para a Ordem dos Hospitalários por ordem do papa.


Na Inglaterra a Santa Inquisição não era recebida em 1307. Menos ainda na Escócia. Na Península Ibérica (faceando-se aos mouros dentro de seu próprio território) os dirigentes não manifestaram qualquer disposição para erradicar seus mais valorosos defensores, mesmo que ali o aparato da Santa Inquisição atuasse dramaticamente. Na região da Prússia (mais ou menos onde ficam hoje a Alemanha e a Polônia) tampouco houve perseguições significativas. Os Templários eram poderosa e segura barreira contra os magiares e mongóis. Estas circunstâncias propiciaram bastante tempo aos remanescentes dos Templários, irmanados por laços ainda mais fortes ao perder o seu vínculo com Deus através da Igreja Católica Romana, profundamente religiosos e acostumados a um linguajar codificado, à auto-proteção diante de um adversário poderoso e grande habilidade bélica, a que se articulassem para resistir “na clandestinidade”, como diríamos hoje. Tais circunstâncias obrigam ainda a, refeitos do susto e do medo, repensar os fundamentos de sua Fé e mesmo nutrir sentimentos de vingança.

Examinando cautelosamente todos que apresentassem potencial, concediam Iniciação à Ordem àqueles que tivessem justos motivos para temer a mão pesada do papado e de sua Santa Inquisição. Assim, não é delirante supor que muitos alquimistas e rosacruzes, entre outros proscritos, tenham encontrado refúgio seguro sendo aceitos entre estes irmãos perseguidos tão injustamente pela Igreja Católica Romana. Afastados das obrigações estritas da Regra inicialmente criada por Bernardo de Clairvaux, tais como os votos de castidade e pobreza, se aqueles Templários se mantiveram ativos em segredo, como tudo leva a crer, mantiveram uma série de comportamentos e ensinamentos, disfarçando-os, e acrescentaram uma série de outros de acordo com a evolução dos tempos. Por exemplo: no seio de que outro grupo encontrar refúgio para o desenvolvimento das ciências – particularmente condenadas pelo Vaticano – no quadro da Europa Medieval? Reporta-se que, em momentos de grandes incêndios na Europa, em especial na Inglaterra (no século XVII ocorreram grandes incêndios em Londres e Edimburgo, capital da Escócia) a reconstrução, em especial a Geometria, tomou conta desta Organização então Secreta com tal vigor que esta palavra tornou-se praticamente sinônimo de Maçonaria.
Solidariedade dos maçons

Um grupo grande de homens, coeso, irmanado e subitamente perseguido pela Igreja que até então venerava, encontrou meios de sobreviver, manter-se e progredir a despeito de todas as agruras, perseguições, campanhas mentirosas e crises. Sempre se suspeitou haver alguma forma de conexão entre a Ordem dos Templários e a Maçonaria, mas poucas provas se apresentavam e nenhuma suficientemente convincente. A mais contundente diz respeito precisamente à Rebelião Camponesa de 1381 na Inglaterra (70 anos depois do decreto papal dissolvendo a Ordem do Templo) que teve como alvos precisamente os representantes do papado e da monarquia francesa na corte britânica, além da Ordem dos Hospitalários. Liderada por um homem chamado “Tyler” que destruiu boa parte das propriedades e construções dos Hospitalários, mas cuidadosamente salvaguardou a principal edificação Templária da Inglaterra, a Igreja da Rua Fleet, consagrada em 1185 pelo Patriarca de Jerusalém.

Por fim, pesquisadores independentes acreditam que a origem da maçonaria moderna remonta às reuniões promovidas pelas corporações de ofício – espécie de sindicatos da Idade Média –, nas quais os trabalhadores mais qualificados da Europa trocavam experiências sobre seus truques profissionais, principalmente no que concerne à construção, profissão que lhes rendia altos salários, sendo-lhes lícito, portanto, guardar seus conhecimentos profissionais sob o mais absoluto sigilo. Segundo alguns, a palavra maçom é derivada do inglês mason (pedreiro), por isso esse período da historia da instituição ficou conhecido como Maçonaria Operativa. Entre os séculos XVI e XVII, as técnicas de construção começaram a se desvalorizar e as corporações tiveram que mudar o tom das reuniões, em especial na Grã-Bretanha, ganhando traços de alquimia e rituais simbólicos, e abriram espaço para quem trabalhasse com construção e topasse guardar segredo sobre o que acontecia nas reuniões. Assim, começa o período conhecido como Maçonaria Especulativa, existente até hoje, voltada para o conhecimento filosófico.
Cerimônia maçônica

A expansão da sociedade secreta atraiu os nobres, ao passo que se tornava chique participar daquelas cerimônias cercadas de mistérios, e os trabalhadores, por sua vez, sentiam-se importantes em estar ao lado da nobreza. Abriram-se lojas em muitas cidades inglesas e, em 1717, quatro dessas se uniram para fundar a Grande Loja de Londres – o Vaticano da Maçonaria – que até hoje é a mais importante loja maçônica do mundo. Em 1722, foi escrita a Constituição de Anderson, um manual que continha as normas e os rituais que eram transmitidos oralmente na maçonaria, escrito por James Anderson, e foi escolhido o primeiro grão-mestre, Anthony Sayer, vendedor de livros da região londrina de Convent Garden. Por ter adotado uma postura altamente revolucionária para a época, a maçonaria despertou a ira de monarcas e da Igreja Católica, e promoveu uma grande transformação nos costumes sociais e na divisão do poder. Nesse mesmo período surgiram outras organizações secretas como a Rosacruz e a Illuminati – já estudadas nos dois posts anteriores.

A maçonaria se desenvolveu como uma fraternidade estatal, com hierarquia e legislação, concedendo aos seus membros liberdade de pensamento. As lojas maçônicas apresentam muitas diferenças entre si, mas também têm muito em comum, especialmente as regras e os rituais. Em todas elas, por exemplo, somente homens são admitidos, e estes devem crer em Deus, ter no mínimo 18 anos de idade e sem nenhuma deficiência física, não importando se são judeus, católicos, budistas ou muçulmanos. Depois de ser convidado por um maçom, o candidato precisa passar por uma entrevista e ter a sua vida investigada por integrantes da Ordem. Os templos não têm janelas, cuja entrada é voltada para o ocidente, onde a pintura é mais escura, e o altar fica no outro extremo, o oriente, onda a pintura é mais clara, significando que o conhecimento é oriundo dali. Nas paredes há 12 colunas, uma corda com 81 nós e outros símbolos como as pedras bruta – representando o homem antes de ser maçom – e a polida – que representa o maçom, livre do mundo profano. Os homens vestem aventais durante as cerimônias, em veneração a Deus – o Grande Arquiteto do Universo, para eles. Nas primeiras sessões, Deus tem um nome específico, sendo esse um dos mais bem guardados segredos da maçonaria, e que será revelado mais adiante.
 
Essa atmosfera de mistério sempre intrigou muito a Igreja Católica, temerosa de perder o controle religioso que detém, hoje até menos do que antes, quando os papas Clemente V e Bento XIV emitiram duas bulas condenando a Ordem, como já vimos. Em 1983, quando comandava a Congregação para a Doutrina da Fé, o papa Bento XVI publicou a Declaração sobre as associações maçônicas, escrevendo que “os fieis que pertencem às associações maçônicas estão em pecado grave”. Escrita no contexto das grandes revoluções burguesas da Europa do século XIX, revoluções que suprimiram todas as terras da Igreja e criaram Estados Laicos em toda a Europa e estes se espalhavam por todo o mundo, Leão XIII escreveu a bula Humanum Genus sob grande estresse, sendo promulgada em 1884. São apenas 15 páginas que condenam vigorosamente não apenas a Maçonaria, mas toda e qualquer associação ou organização de seres humanos alheia à Igreja Católica Romana (Protestantes, Judeus, Muçulmanos, Espíritas, Budistas, Positivistas, Socialistas, etc.) Fora da Igreja Católica Romana Leão XIII, o primeiro papa na história que não foi rei, nem coroou rei algum, somente enxergava escuridão, pecado e erro.

A verdade é que, para além dos seus segredos, as lojas maçônicas serviram – e ainda servem – de espaço para conchavos e grandes decisões políticas. Seus ideais espelhados no iluminismo inspiraram muitos de seus integrantes, que se engajaram em revoluções que sacudiram o mundo, derrubando governos e literalmente fazendo rolar cabeças de reis e rainhas. Os maçons dos séculos XVIII e XIX eram vistos como os comunistas do século XX. Mas, em geral, se tratam de pessoas liberais, receptivas a novas ideologias e preocupadas em reorganizar a sociedade, tanto que os princípios da Revolução Francesa – liberdade, igualdade e fraternidade – fizeram da visão de mundo maçônica o mote da nova nação que se pretendia construir, uma nova ordem mundial. Contudo, nem todos os líderes da revolução eram maçons – os “cabeças” Danton e Robespierre não eram maçons. Já na independência dos Estados Unidos, a participação maçônica foi mais ativa.
Na América do Sul, os revolucionários Símon Bolívar, José de San Martín e Bernardo OHiggins se reuniam na loja maçônica de Lautaro (nome dado em homenagem ao índio que liderou a revolta contra os espanhóis no século XVI), que se estendeu ao Brasil, tendo membros como José Bonifácio de Andrada e Silva, o Barão do Rio Branco e o príncipe regente e depois imperador Pedro I – que teve ascensão meteórica na maçonaria, tendo sido iniciado em 2 de agosto de 1822, promovido a mestre três dias depois e a grão-mestre em menos de dois meses, quando, já imperador, proibiu as atividades maçônicas no Brasil, após 17 dias de ser promovido ao grau supremo da maçonaria, provavelmente em razão de ter que agir em igualdade de direitos e deveres, no âmbito da ordem, em relação aos demais integrantes, visto se tratarem como irmãos, independente da classe social de cada um.

Já legalizada, em 1831, grande parte da maçonaria aderiu ao movimento abolicionista, anticlerical e, mais tarde, republicano para forçar a queda da monarquia brasileira. A luta contra o poder da Igreja colocou a maçonaria na linha de frente da defesa de um estado laico, como o estabelecido em 1891 pela primeira Constituição da República, agindo, a ordem, dentro de sua filosofia de lutar por um país mais racional, e com ordem, que só assim chegaria ao progresso. Daí, o lema “ORDEM E PROGRESSO” escrito na bandeira brasileira.
Se você chegou até aqui, deve estar se perguntando pelo segredo. Afinal, qual é o grande segredo da maçonaria? Pois bem. Podemos afirmar, no entanto, que o segredo consiste basicamente de rituais e códigos que serão desvendados, finalmente, no próximo post, que encerra o estudo sobre a organização. Os maçons cultivam o silêncio com extremo cuidado. Há frases que têm abreviações aparentemente indecifráveis, mas, que, na verdade, são palavras simples reduzidas a sílabas acrescidas de três pontos em forma de delta (.'.), o mesmo símbolo que aparece ao lado da assinatura de um maçom. Exemplos: Loj.'. = Loja; Ir.'. = Irmão (forma como os maçons se tratam);  Prof.'. = Profano (aquele que ainda não é maçom). Algumas palavras são reduzidas às iniciais e duplicadas em caso de plural: VVig.'. = vigilantes; AApr.'. = aprendizes; G.'.A.'.D.'.U.'. = Grande Arquiteto do Universo. Algumas são escritas para serem lidas da direita para a esquerda, numa referência ao alfabeto hebraico: MOCAM.'. = maçom.
Poderemos, ainda, identificar os maçons na forma como eles se cumprimentam. Num aperto de mão, eles encostam o indicador no pulso de quem estão cumprimentando, e, num abraço, eles colocam um braço por cima e o outro por baixo, em X, e dão três tapinhas nas costas um do outro e trocam de posição outras três vezes. Outro gesto pelo qual podemos reconhecer um maçom fora do templo é o de passar a mão pelo cabelo, virando-a durante o movimento, bem como sentar-se com a coluna ereta e colocar os pés em forma de esquadro para ser reconhecido por outros em locais públicos, visto que, durante as cerimônias, os maçons devem estar sempre eretos.
Portanto, o segredo da maçonaria é uma espécie de viagem espiritual para os iniciados, que dificilmente pode ser exprimido por palavras. É algo que o maçom guarda para si, no mais íntimo do seu ser, e que será desvendado no próximo post, último da série. Até lá!.'.

3 comentários:

Victor Elói disse...

Muito bom, parabéns meu Ir.´. pelo lindo artigo!

Unknown disse...

me convida para ser um mocam

Edoardo de Florencio disse...

Obrigado, Ir.'. Victor Elói.

Postar um comentário