Esta semana vai fechar com as imagens do "Realfolia", evento sempre fora de época a que a nação já está acostumada, e que presenciou, indignada, à maior farra de desperdício de dinheiro público, promovida pelo cenário político na Capital Federal. Em votação recorde realizada na tarde de quarta-feira (15), e desmerecendo projetos extremamente importantes que há anos aguardam apreciação do plenário, o Senado e o Congresso Nacional lotaram de senadores e deputados federais que , em única votação, reajustaram os seus próprios salários em mais de 60%, elevando seus ganhos mensais de R$ 16.512,00 para R$ 26.723,13. Este é o valor que constará, a partir de de 2011, em seus contracheques, mas, o que parece muito alto é ainda maior, pois o valor de os parlamentares embolsam mensalmente, somando seus salários às inúmeras verbas e auxílios extraordinários, ultrpassa a cifra de 100 mil reais, referentes à verba indenizatória (R$ 15.000,00), transporte aéreo (R$ 27.000,00), auxílio moradia (R$ 3.800,00), telefone fixo (R$ 1.000,00) e celular (ilimitado), além de R$ 520,00 para combustível e outros benefícios como a incorporação de serviços.
Os deputados federais, em especial, ainda recebem 14º e 15º salários (camuflados como ajuda de custa) e um "cotão" mensal que pode chegar a quase R$ 36.000,00, e que pode ser usado com fretamento de aeronaves, combustível, assinaturas de publicações e outras despesas de seu próprio interesse, além de contar, assim como senadores e ex-congressistas, e dependentes destes, com um plano de saúde que acoberta suas despesas médicas e odontológicas, demonstrando a real falência da rede pública de saúde.Também foram reajustados os salários do presidente e do vice-presidente da República, valendo salientar que, segundo fontes seguras, só neste ano, o cartão corporativo da Secretaria de Administração da Presidência da República, consumiu o valor de mais de 5,5 milhões de reais em despesas com o presidente e a primeira-dama, além dos mais de meio milhão de reais gastos somente pelo vice-presidente, que passou a maior parte do ano internado em hospitais, cujas despesas médicas já são amparadas pelo plano de saúde que possui.
Não obstante tanta gente desocupada para nós trabalhadores sustentarmos, outro escândalo veio encerrar o reinado mais escandaloso do país, com o flagrante desvio de verba pública, através do Ministérrio do Turismo, que recebeu o triplo de emendas que recebeu a educação e superou as verdas destinadas à saúde, através de recursos supostamente usados em promoção de eventos. Enquanto a saúde recebia R$ 1,1 bilhão e a educação R$ 464 milhões, foram destinados (desviados) mais de R$ 1,3 bilhões para a promoção de atividades turísticas que teriam sido realizadas por entidades fantasmas que nunca existiram de fato. E isso só aconteceu por que o presidente Lula vetou, por dois anos consecutivos, o item da Lei de Diretrizes Orçamentárias que aumenta o rigor sobre as entidades às quais parlamentares destinavam recursos públicos, sob a ajustificativa de que as exigências criariam entraves burocráticos que prejudicariam o repasse das verbas, o que resultou na sequência de escândalos com a aplicação de recursos das emendas parlamentares ao Orçamento de 2011. Parece-nos muito cômodo e conveniente que às vésperas de ano eleitoral tal facilidade venha a ocorrer para o uso de dinheiro da nação que deveria ser gasto de forma digna com o povo brasileiro.
Tanto dinheiro jogado aos lobos, se fosse realmente aplicado onde deveria, certamente teríamos hospitais funcionando perfeitamente, as escolas públicas teriam um estrutura de primeira linha e as estradas não precisariam de reparos. E o povo brasileiro, incansavelmente, banca toda a farra da política nacional. Infelizmente, temos que pagar um alto preço pelo lazer de nossos representantes políticos e ainda arcar com o desperdício que eles proporcionam ao dinheiro que conquistamos tão árdua e merecidamente, simplesmente pelo fato de termos escolhido a quem dar vida boa pelos próximos quatro anos, companheiros!

1 comentários:
Muito bom o post, Eduardo. É uma vergonha esse deputados aumentarem seus próprios salários em poucos segundos e o salário mínimo demora discussões eternas para aumentar de 510,00 para 540,00. Chico Anysio tem razão. E o salário, ohhhhhh!!!!!!!!
Se o povo soubesse dessa não teria votado este ano nesses sanguessugas do dinheiro público.
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